Seu compromisso: criar sem agredir o meio-ambiente

Foto: @_mapoofficial

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A Maria Julia sempre teve uma paixão pelo processo de produção presente na indústria fashion. E foi por isso, e pela vontade de ter algo seu, que aos 19 anos ela lançou sua primeira marca de biquinis.

Depois de um tempo já dentro dessa indústria, ela começou a perceber a moda com outros olhos e, como ela mesma nos contou, com mais verdade.

Foto: @_mapoofficial

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Ainda na faculdade, Maria Julia decidiu então focar seu TCC no tema da moda praia sustentável e acabou nunca mais saindo.

A MaPo, sua marca recém-lançada, veio para servir como um canal de união entre a cultura brasileira, a sustentabilidade e projetos com impactos sociais.

Com estampas pintadas a mão, os biquinis da MaPo são de matéria-prima biodegradável, valorizando e cuidando do meio-ambiente.

Já suas ecobags não são só super charmosas, mas feitas de juta - um material colhido de forma totalmente sustentável às margens do rio Amazonas e Solimões, garantindo a renda de milhares de famílias ribeirinhas.

Outra coisa que amamos da marca são suas e-tags. Através delas, cada consumidor conseguirá conhecer um pouco mais daqueles envolvidos na produção da sua roupa, trazendo uma moda com mais conexão e consciência. Exatamente o que queremos!

Batemos um papo com a Maria Julia sobre sua visão para a marca e dividimos aqui com vocês:

Modifica: Como, e de quanto em quanto tempo, são desenvolvidas as coleções?

Maria Julia: O processo criativo está em todo lugar, o olhar precisa estar treinado o tempo inteiro para a criação. Tomo muito cuidado com isso, porque quero que beleza e sustentabilidade andem juntas. Depois da fase das ideias passo tudo para o desenho e pesquiso os materiais que vou usar. Pretendo fazer coleções-capsula de 6 em 6 meses, preservando a essência slow fashion, mas sem deixar de trazer novidades para a marca.

M: Quais são os valores explorados pela MaPo?

MJ: Valorizar pessoas: Desde os costureiros da comunidade até o ribeirinha lá da Amazônia. Fazer produtos atemporais e autênticos. Respeitar o nosso ambiente. Eu não vendo apenas um biquíni, eu vendo uma história e um valor por trás disso.

M: Vocês trazem uma preocupação em trabalhar com as comunidades locais. Pode explicar melhor como acontece e em que fase do processo?

MJ: Sim. Fazemos todo o processo de modelagem, corte e costura em um ateliê localizado em uma comunidade carente na Grande São Paulo, eu e o meu costureiro-guru de biquínis coordenamos a equipe para tudo sair conforme planejado. Não somos em muitos, mas tende a crescer! Foi impressionante ver nessa primeira coleção o quanto aquela gente tem vontade de aprender e trabalhar. Só lhes faltavam a oportunidade mesmo.

M: Qual é percepção de vocês sobre o consumo de moda no Brasil?

MJ: Vejo uma tendência muito forte em consumidores curiosos, exigentes e que procuram valor em produtos mais únicos.

M: Qual impacto/mudança vocês querem trazer?

MJ: O do consumo consciente. Sabemos que o consumo nunca vai acabar, vamos sim continuar comprando sempre. O nosso compromisso está em fazer produtos sem agredir o meio ambiente, feito por pessoas em condições justas e sempre compartilhando informações sobre consumo sustentável.

M: O que te move?

MJ: Trabalhar com propósito me move. Passar uma mensagem positiva para as pessoas, gerar valor, oportunidades e emprego me faz seguir em frente.


Adriana ZemelComentário