Mais do que roupas, propósitos

Foto: @studio__no

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Com menos de um ano de mercado, a Studio Nó nasceu como parte do movimento slow-fashion, preocupado com um consumo mais sustentável e consciente. Sua criação veio de um desejo da Juliana, fundadora e dona da marca, de transmitir seus valores e essência.

A ordem da casa é a versatilidade. Apoiando um consumo consciente, a Studio Nó acredita em oferecer roupas que se encaixam no dia-a-dia de suas clientes. Com peças atemporais e tecidos naturais, a marca não trabalha com coleções, mas com uma linha mais limitada.

Durante um bate-papo com a Juliana, ela nos contou que a marca costuma trazer dois produtos novos por mês, sempre pensando em sua praticidade. Também acredita em reviver modelos, oferecendo uma versão repaginada de peças essenciais no guarda-roupa de seu público.

Com peças limitadas, assim que um modelo esgota, inicia-se o processo de criação de um novo produto. Essa alta rotatividade e pequena escala ocorre justamente para tentar diminuir as sobras de estoque, garantindo o “bem-estar” do nosso planeta.

Leia mais sobre a Studio Nó e como a Juliana quer fazer a diferença abaixo.

Foto: @studio__no

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Moda Modifica: Como, e de quanto em quanto tempo, são desenvolvidas as coleções? 

Juliana: Nós não trabalhamos com coleções, trabalhamos com peças atemporais que podem ser usadas em diversas ocasiões e estações. Nossas peças são únicas e limitadas, produzimos em pequena escala por isso há uma rotatividade muito grande de modelos (…) Acredito que essa linha de exclusividade é muito importante para a criação da imagem da marca, junto com nossas inspirações que vem principalmente do nosso dia-a-dia (por aqui tudo é inspiração!) e de nossas clientes que são mulheres fortes e sabem o que gostam de vestir seguindo nossa linha de estilo atemporal, clean e minimalista.

MM: Existe um número máximo de peças criadas em cada coleção? Ou de cada modelo? 

J: Tentamos trazer pelo menos dois novos modelos por mês, seja uma modelagem totalmente nova ou algum modelo repaginado em outra variante de cor ou tecido. Gostamos de focar em trazer peças práticas como calças, vestidos e macacões. 

MM: Quais os principais tecidos usados pela marca?

J: Usamos apenas tecidos com uma pegada natural, leve e confortável. Muito linho, viscose, canbraya e tecidos 100% algodão. 


MM: Quais são os valores explorados? 

J: Nossos valores são a busca por um consumo mais consciente e transmitir que é possível produzir de maneira ética, transparente e responsável no Brasil. Seguimos uma produção slow respeitando e percorrendo cuidadosamente todos nossos passos perto de quem produz e faz acontecer, olhando a nossa volta e entendendo que cada aspecto do crescimento da marca tem seu tempo e suas particularidades. 


MM: Qual é percepção de vocês sobre o consumo de moda no Brasil? 

J: Ao mesmo tempo que vemos notícias terríveis sobre exploração feitas por grandes marcas e empresas brasileiras, vem chegando cada vez mais um novo conceito de consumo com o surgimento de diversos pequenos negócios liderados por pessoas preocupadas com a sustentabilidade e o modo como produzem junto com os preceitos e novas formas de ver o consumo, deixando principalmente aquela ideia de fast fashion de lado. Com isso, as pessoas estão ficando muito mais preocupadas com o que consomem, pesquisam e querem saber ao fundo de onde e quem fez o que está consumindo entendendo que existem sempre pessoas, produções e fornecedores por trás de marcas e que essas precisam e devem ser respeitadas e valorizadas sempre. Acredito que juntos somos mais fortes e podemos mudar cada vez mais esses preceitos sobre o consumo no Brasil e no mundo, a união faz a força! 


MM: Qual mudança vocês querem trazer? 

J: Queremos fazer parte dessa mudança do consumo no Brasil, trazer cada vez mais a tona essa ideia de comprar e apoiar quem faz, e ajudar a criar um mundo melhor através do consumo consciente. Nosso principal desafio até agora foi e é oferecer um produto em pequena escala, com matéria prima e mão de obra de qualidade a um preço acessível, e olhando um pouco para trás, sentimos que estamos no caminho certo! 


MM: O que te move? 

J: As pequenas conquistas do dia-a-dia, a troca de energia com as pessoas ao meu redor, e ver que é possível vender além de produtos: vender ideias, roupas e propósitos que podem transformar um pequeno negócio em algo grande e transformador. 

Adriana ZemelComentário